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Coletiva: aquilo que é capaz de abraçar um grupo de pessoas. Mas por Coletiva terminada em
“a” entende-se o elo de mulheres - um encontro feminino - que se reuniu com o designo
comum: criar arte erótica. Feromônia: [da biologia] substância muito ativa, secretada
especialmente por insetos e mamíferos, com funções de atração sexual, demarcação
territorial e/ou comunicação entre pares. Feromônio do grego phéro significa transmitir e
hormona significa excitar, ou seja, "transmitir excitação". Logo, classifica-se feromônio - ou
feromona - como o conjunto de substâncias corporais e químicas que, disseminadas entre
seres de uma mesma espécie, promovem reações específicas, há exemplo à atração sexual:
conexão existente entre duas grandezas, dois fenômenos, dois seres - vínculo afetivo.
Ademais, há a libido particular, individual e íntima: a expansão do desejo sexual em uma
grandeza, em um fenômeno, em um ser; busca instintiva pelo prazer sexual próprio, comum
e vívido. Em ambas as ações os feromônios se agitam, pulsam e exprimem sensações
diversas como afetações através de cheiros, olhares e gestos anunciadores de sedução e fascínio.


A aspiração das colaboradoras envolvidas é promover um debate mais plural sobre o
erotismo, a sexualidade e a pós-pornografia na arte. “Acreditamos na produção
independente de arte erótica sobre um olhar sui generes”. Soma-se, atualmente, 15
colaboradoras de várias regiões do Brasil. Conta-se com as artistas: Ana Brito, Anna Janot,
Anna Neura, Cris Lamartine, Dai Moreira, Jota Carneiro, Gessica Ferreira, Layse Almada,
Maria Reis e Poetisa; com as designers Caroline Aquino e Jéssica Marins; com a curadora
Débora Fernandes; com a produtora executiva Mariana Alencar; e com a comunicadora Késia Zaiden.

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Apoio: 

BLE Galeria

Conheça as artistas:

Anna Janot

Designer gráfica e artista visual. Faz colagens manuais de temáticas diversas e brinca com o universo surreal.

Além disso, um de seus focos é o artivismo feminista; se utilizando de ironias, erotismo e símbolos de resistência.

@annarcolagem

www.annajanot.com.br/colagem

Ana Brito

Carioca da gema, artista visual por amor e empreendedora por paixão. Faz colagens manuais recriando cenas costuradas e sobrepostas em histórias que caminham entre a arte erótica e o surrealismo. Fala de autoconhecimento tecendo um olhar poético sobre experiências vividas e observadas do lugar de espectadora de experimentos.

@anabritoemfluxa

Jota Carneiro

Artista visual e ilustradora. Aborda o surrealismo erótico em suas obras, propondo a naturalização dos desejos e a importância do autoconhecimento. Desmistificando a anatomia feminina, seu trabalho também busca representar corpos e experiências de outras mulheres, mesclando com interpretações e vivências pessoais. Composições
provocativas lineares, muitas vezes com pouca ou nenhuma cor além do pretocontrastando com o fundo do papel..

@jota.carneiro

Anna Neura

Para Anna Neura um trabalho de arte começa com a intenção de fazê-lo. “Não trabalho com inspirações espontâneas involuntárias, na maioria das vezes. É sempre o contrário disso. Preciso desejar o trabalho e me propor a fazê-lo. Sentar e começar a escrever ou desenhar ao invés de esperar que algo simplesmente apareça. Claro que nem sempre o
resultado é bom. Mas a intenção e o desejo pelo trabalho artístico para mim é essencial”.
@himenelastika

Cris Lamartine

Bruxa, nerd, poeta, artista plástica, performer, tatuadora, feminista. Tece sua história com as artes visuais desde a infância. Possui formação em cursos livres de arte. É graduada em comunicação visual, onde se envolveu com o fetiche e a erótica como objeto de estudo e inspiração. É mestre em design pela PUC-Rio, lançando olhar sobre questões do corpo, da subjetividade e da cultura material. Explora múltiplos materiais e estilos. Suas obras retratam um movimento autobiográfico e dialogam com suas experiências na moda e no ecodesign.

@lamartinecris

Gessica Ferreira

Xilogravurista e ilustradora. Cearense. Atualmente reside na cidade de Maringá/PR. É graduada em Artes Visuais pela Universidade Estadual de Londrina (2017). Sua principal produção é retratar o erótico no universo lésbico. Busca desmistificar o sexo lésbico, que constantemente é estereotipado pela indústria pornográfica e deseja dar visibilidade para a diversidade dos corpos e as possibilidades do sexo entre duas ou mais mulheres.
@gessicaferreira100

Maria Reis

Para Maria Reis um trabalho de arte começa quando chegamos a um nível de protagonismo tão grande que podemos criar outras realidades com a arte e compartilhar com quem quiser apreciá-la. A artista revela que as coisas que mais lhe chamam atenção no mundo são as
pessoas confortáveis em serem elas mesmas, sem demagogia.
@maria_carulinart